quarta-feira, 10 de março de 2010

comentário de um leitor:

"Gosto mesmo deste Blog, é o local ideal para encontrar "covilhocos".Espécie em vias de multiplicação, vive e nidifica na encosta da Serra da Estrela virada a Espanha, tem um sotaque entre açoriano e madeirense, gostam de andar em grupos fechados a olhar e a criticar constantemente os outros grupos, são invejosos por natureza, vaidosos por defeito e muitos são ocos. Continuam a viver no passado à espera que as fábricas do têxtil reabram, enquanto isso não acontece, procuram um lugarzinho de funcionário público (de preferência na câmara, hospital ou ubi), não dispensam o fatinho ou casaco, no verão a bejeca com caracóis e uma idas às Penhas da Saúde para desanuviar são obrigatórios, já me esquecia do arroz à valênciana aos domingos durante o ano todo e visita em romaria a todos os centros comerciais do burgo. Moro com eles à muitos anos e nada disto me choca, o que que me continua a deixar mesmo admirado é tanta cagança, maledicência e vazio numa espécie só, tanto nos acusados como nos acusadores. Felizmente nada disto é contagioso e cada um se quiser pode fintar o destino.
Saudações covilhocas "


(SEi Quem Ele É Um Pouco)

15 comentários:

silva disse...

ó (SEi Quem Ele É Um Pouco

A parónia do "arroz à valênciana aos domingos" é de facto, um case study dos covilhaneinses, E quanto à bejeca com caracóis, troco de bom grado pelo tintol com uns jaquinzinhos.
O resto que apontas, são caracteristicas comuns à grande maioria dos tugas.
Não disseste nada de novo, portanto.

Anónimo disse...

Caro comentador. Uma pergunta..."vive com eles Á ou HÁ muitos nos"?
Um dia destes vou colocar aqui e noutras páginas o verbo HAVER e todos os Á's e modo de usar cada um deles. Acho que o idioma português já passou ou está a passar a ser a lingua portuguesa.
Mais uma pergunta; ao domingo come arroz HÁ Valenciana ou Á Valenciana?

carpinteira disse...

anonimo,

É comum a confusão entre a proposição “à” e o verbo “haver” empregado com o sentido de "existir”. Mas a confusão tende a aumentar quando o verbo "haver" é usado no futuro ou no passado, como é o caso: “moro com eles à muitos anos”

Mas repara como tu, certamente, por distracção cometes também um pecadilho na acentuação, (comum na sintaxe do português) quando exemplificas: “Um dia destes vou colocar aqui e noutras páginas o verbo HAVER e todos os Á's e modo de usar cada um deles.”

Devias ter acentuado os (á’s) com acento grave (`)
De qualquer modo, obrigado pela justa correcção que fizeste ao texto do comentador.
Sempre a considerar-te

Anónimo disse...

Desculpae carpinteiro... " moro com eles HÁ muitos anos e não Á muitos anos". Aprecio o seu blog mas por favor não invente. O verbo HAVER é sempre o verbo HAVER. O verbo DEVER, antónimo deste se me permite, bem esse já pode ter outras conjugações dependendo da pessoa que DEVE. Apesar das críticas, algumas delas que ferem a minha sensibilidade política, continue até que o levem ao banco dos réus. Se me permite um abraço.

Sei Quem Ele É (Um Pouco) disse...

Lol, há que me apanharam, nem o novo acordo ortográfico me safa desta.
Peço imensa desculpa e espero não induzir em erro os mais novos. Prometo que vou voltar à escola e guardo um assento para quem não sabe colocar acentos.
Entretanto quem ficou triste com o que leu, aqui vai:
http://www.youtube.com/watch?v=1tAO_CqGPVo

carpinteira disse...

Anonimo das 14:27,

Quem está a inventar és tu. Noto que não entendeste puto do que escrevi. Misturas os dois verbos (haver e dever) a despropósito, como quem mistura alhos com bugalhos. Não dizes, pois, coisa com coisa. Aconselho-te a ler mais uma vez, o meu comentário anterior com atenção, de modo a perceberes que o exemplo dado, nada tem a ver com o verbo (haver) e (dever), mas antes com a acentuação (grave) ou (aguda) da preposição (à).

Se não conseguires, mesmo assim, entender o que leste, então o teu problema é analfabetismo funcional, o que não é grave, pois não há nada que não se resolva com umas horitas nas “novas oportunidades”.

Um abraço também para ti.

carpinteira disse...

Estás desculpado.
Erros no portugues, quem não os comete?!
Eu mesmo nos dois comentários que acabei de fazer, escrevi erradamente (proposição) no primeiro, mas já o emendei no segundo, "preposição", assim é que é. Acontece aos melhores.

Um abraço.

Covilhã, consciente disse...

O post permite-nos um comentário.
Os comentários da Cristina, da Marta e do Paulo justificam-no.
Os covilhanenses, covilhotos ou covilhocos, são realmente gente boa e dedicada á sua terra, quer nela tenham nascido ou a tenham adoptado para viver. A sua existência é exemplo disso. Tão mal tratados têm sido, que só a sua resistência e resiliência para continuarem a acreditar que ainda o são.
Obviamente, não subscrevemos todas as caracterizações do post, única e exclusivamente pela generalização implícita, até pela nota e gosto revelados pelo carpinteira, sinal de que, por cá também se fazem coisas, das quais gostamos para alem do que é referido no post.
Há outros. E outros que pensam e lutam no dia a dia. E há até outros que pela sua generosidade se tornam perdulários, cuja compaixão, permite que deles se sirvam sem a obrigação de prestação de contas.
Algum tempo atrás a justificação e estigma da perseguição chegava, é verdade que de algum tempo a esta parte, não se hesita colocar uns contra os outros, e deles tirar partido.
Está a chegar a hora de ser exigente e não confundir generosidade com laxismo.
A todos os que aqui vivem ou tiveram que sair por falta de oportunidades, está na hora de perceber que a cidade e o concelho morre às mãos de facínoras políticos, cujo único objectivo é servirem-se dos e das, covilhotas ou covilhocos.
Essa elite recusa e até repudia essas designações. Eles não o são, tenhamos a certeza, generosos como refere a Cristina (facebook).
Obrigado pelo post, tal como a grande maioria dos post´s do carpinteira, serve para reflectir e até incomodar consciências acomodadas.

Anónimo disse...

Para Todos: CONVERSA DA TRETA!!!! Ficaram felizes?

Xana disse...

Peço desculpa! Mas tirando a parte da localização e do sotaque, esta descrição poderá ser de qualquer local de Portugal!
E quanto ao leitor eu teria uma certa preocupação da "infecção" pois eu estou extremamente admirada pela sua cagança e a sua maledicência, comportando-se como um verdadeiro acusador, que acha que descobriu a verdadeira Tese sobre "O Covilhoco".

riço disse...

Este comentador é, obviamente, alguem que não é da Covilha. Utliza uma lenga lenga propria dos vizinhos da Guarda ou de Castelo branco. há neste comentario um recalcameto em relação aos Covilhanenses,muito proximo dos tiques de bairrismo serodio que ainda vegeta nas capitais de distrito.

Anónimo disse...

Sabem o que vos digo, há 2 tipos de pessoas: - As que nasceram na Covilhã e as que gostavam de ter cá nascido. Para o comentador tipo "jornal de 6ª" - A inveja é um sentimento muito feio

Sei Quem Ele É (Um Pouco) disse...

Carpe diem é o que vos desejo.

Anónimo disse...

Excelente!

É o verdadeiro covilhoco.

Só faltam aí os pasteis de molho nojentos.

Anónimo disse...

Também já ouvi a designação "Covilhões", além de "Covilhotos".
Espero ter enriquecido esta discussão com esta informação tão útil e interessante. :-)