sábado, 21 de Novembro de 2009

Da barragem & afins

Entre o desmentido do presidente do Instituto da Água e a acusação de manipulação da opinião pública por parte de Luís Alçada, (ler o pasquim NC) a saga da nova barragem parece não ter fim. Perante um hipotético cenário de racionamento da auguinha prós condóminos, a Administração continua a meter água e mais uma vez, sem argumentos credíveis, ficou mal na fotografia com esta tentativa de alarmismo tacanho.
Parece que já estamos a ver esse ersatz da administração, o truculento silva, mais a sua stasis amestrada, encher de virtuosismo justificativo as folhas dos pasquins na próxima semana.
É esperar pra ver. A saga continua.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Girls and boys

Era de prever uma nova oportunidade para esta humilde servidora do centralismo local na "pérfida capital de distrito". No fundo, cada distrito tem a governanta que merece. O cargo mais inútil da administração tuga e causa da elevada despesa pública e do excesso de burocracia. Está para nascer um governo com os túbaros no sitio que mutile, de vez, esta aberração administrativa.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Escola inclusiva? Onde?

Estava longe de imaginar que uma escola pública pudesse reduzir oportunidades e perpetuar a pobreza. Mas o que é grave, ou talvez não, é que uma criança pobre, com potencial ou não, seja excluída duma visita de estudo por falta de recursos económicos. Como se não lhe bastasse ter uns pais que, provavelmente, não lhe cobram as performances escolares e pessoais e se alheiam do seu percurso educativo.
Aconteceu numa recente visita de estudo que uma escola do primeiro ciclo da Covilhã fez a Lisboa. Marta, chamemos-lhe assim, viu-se impossibilitada de participar com os outros colegas na visita de estudo por não ter 30 euros.

Srª Governadora : prevenção ou recolha de fundos?


No passado domingo, quem circulava no sentido da Covilhã centro, era confrontado com um cenário de deprimente desrespeito pelo cidadão e em nada abonatório do necessário prestigio e respeito pela lei e autoridade.

Uma viatura não identificada, com radar de controlo de velocidade, acoitava-se num local reservado para a paragem de autocarros, apoiada por uma brigada da PSP, que adiante, procedia á identificação dos condutores e respectiva cobrança, de multibanco em punho, dos condutores apanhados em excesso de velocidade no local.

Quem deveria multar a viatura estacionada em local proibido?

Acreditamos que quem recorra aos tribunais verá anulada a operação, por irregular posicionamento da autoridade.

Valerá a pena? O tempo, as custas judiciais, o advogado e etc, serão seguramente superiores ao valor reembolsável.

É por estas e por outras que não podemos estranhar imbróglios, como o da escuta do primeiro-ministro. Enquanto cidadão tem direito a tratamento igual.

O sentimento de desrespeito e perseguição.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Juntar os trapinhos

O reitor da UL defende a junção das universidades e politécnicos, de modo a criar dimensão e massa crítica. Acrescenta que são absurdas 15 universidades e 15 politécnicos - num país com dez milhões de habitantes.

É uma lógica de optimização de recursos, que há muito devia ter acontecido na Beira Interior, com a integração dos politécnicos da Guarda e de Castelo Branco na Universidade da Covilhã


Esta é minha, esta é tua

A RUDE e a ADERES, duas associações do condomínio, aparentemente ligadas ao mundo rural ostracizado, não se entendem quanto à jurisdição das respectivas paróquias e correm o risco de ficar sem apoios.


É mais um caso típico de provincianismo serodeo d’alguns cromos que tem o umbigo do tamanho do mundo e que se estão nas tintas prá lavoura & afins. Não há quem ponha mão nisto?

De Coimbra nem bom vento...

A Siemens propôs-se instalar na Covilhã um Centro de Investigação Biomédico, integrado no projecto Parkurbis Medical, de apoio às investigações em tecnologia aplicada à área da saúde. Sabemos que há fortes pressões do sô presidente da Câmara de Coimbra e da CCRC para que o investimento da Siemens passe para o Parque Tecnológico de Coimbra – iParque.
É isto que nos espera se alguma vez for instituída a Região Centro.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

futebóis

Acabo de ver o empate entre o Sporting da Covilhã e o Santa clara.
Não carece o indígena de perceber muito da BOLA para descortinar no Covilhã, uma equipa a jogar com laterais que parecem adaptados, numa defesa que treme de cada vez que lhe chega a bola; e com a agravante de não saberem fazer compensações nem funcionarem em bloco.
Mas se a defesa mete água por todos os lados, os gajos do meio campo parecem desconhecer a mecânica da bola; faltam jogadores rápidos e móveis para se juntarem aquela espécie de avançado fixo que passa o tempo a apanhar bonés: um tal de pizi ou lá o que é.
Por certo, o treinador Salcedas faz o melhor possível com as condições que tem e os jogadores que lhe deram, muitos deles não valem o salário mínimo nacional. Mas pior do que o jogo, a classificação, ou a imprevisibilidade do futebol, é darmos conta d’ um clube em queda inevitável, que até parece ter uma estratégia e os ordenados dos jogadores em dia.

Coisas que só acontecem em Gaia

Nós por cá não temos dunas, mas temos a apatia d’um rebanho basbaque que é sistémica e reconfortante, num condomínio que prima pelas actividades (insuspeitas) dos amanuenses municipais. É verdade. Até há quem diga: não-fujam porque é preciso acreditar na justiça.
Pisamos, pois, um terreno que nunca foi ou será pasto para certos fenómenos relacionados com a cultura de corrupção e enriquecimento súbito/ilícito. Nada d’isso; até porque estamos na presença de gente d’uma credibilidade inatacável e grandeza ético/moral inexcedível. Podemos até constatar que uma eventual suspensão do plano director municipal, a acontecer, ela surge como epifenómeno rural e, naturalmente, como elemento aglutinador do condominio. Só isso. Tiudo está bem quando acaba mal.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Outros teimpos

Por esta altura, (1986) o Zézito, primoroso na sua fatiota ao jeito de Bryan Ferry, tinha colocado as suas primeiras lentes de contacto Bausch & Lomb. Embora o figurino de ar lavadinho, aparentasse uma falhazita nos deintes da frente, tenho a certeza de que o Zé vivia feliz no condomínio covilhaneinse. Digamos que era um homem livre, porque não possuia telemóvel nem conhecia Armando Vara.
Hoje, a indumentária mudou para os fatitos Armani. Contudo, um homem sob suspeita, numa sociedade escutada, dificilmente tem condições de liberdade para governar. Digo eu.

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