quarta-feira, 28 de março de 2018

o miserável canto da sereia


Foi estranha a miserável circunstância de um ex presidente de camara assumir uma posição decorrente de uma vitória de pirro.
Não é normal que um currículo de vastos anos de exercício de poder acabasse numa despromoção.
Duvidas houvesse e ficaria clara a intenção do “político”.
Para nós não é novidade. Alertamos em devido tempo, para o desmando decorrente da eleição “de novo” um representante de si próprio e apenas de si próprio, igual a si próprio como o havia sido no exercício da função durante25 anos.
Confirmada a cobiça e ganancia pela sobrevivência do culto da auto proclamada divindade, assistimos a um descarado exercício desrespeitoso pelo respeito e dignidade da moral pública e colectiva.
Desde logo, quando faltoso metódico concentra na própria personagem o direito de aparecer quando e como ele próprio quer, pode e manda. Nem a sua substituição acautela. Não interessa nem cumpre a obstinação pessoal no ajuste de contas pessoal.
Vem agora num exercício miserável, confundir a responsabilidade de representar um colectivo que o elegeu, para descaradamente defender uma organização de caracter privado, da qual há muito se constituiu “dono” e de duvidosa relação com os dinheiros públicos desde o tempo que a camara, por ele próprio presidida, pagaria quotas desiguais, decidiu pagar chorudamente a anulação de eventos, e agora se autoproclama “dono” de um edifício a si próprio atribuído e emperra o desenvolvimento colectivo.
O miserável canto da sereia, num oceano conspurcado de maus exemplos onde todos “ralhão” sem razão.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

quando a democracia é um clássico da literatura policial…



A vítima escapa de um calhorda malfeitor.
Sofrida, espoliada, proscrita da sua liberdade, vagueia pelas ruas da amargura.
Encontra bandos e grupos de velhacos, que insistem no saque e pilhagem, de quem já fragilizada e vulnerável pouco tem…
Ao dobrar da esquina sombria e tenebrosa, assoma uma luz ténue de esperança.
Enfraquecida, desabrigada, ofuscada, apesar da pouca luz, encontra uma única personagem que lhe oferece abrigo e promete vida melhor.
Obriga-se a confiar na única aparição, naquela que até então parecia ser a tormenta.
Sorte maldita, a da vítima! A personagem não era o fim do infortúnio. Revela-se um falso benfeitor, calculista, líder do bando saqueador dos saqueadores.
A sua colocação, naquela maldita esquina, era propositadamente malévola.
Era afinal, um malsucedido aprendiz de larápio, que patenteou o estilo oportunista, da fingida ajuda aos resistentes em fuga de gangs que perseguiam a vítima.
Falhado de estilo e carácter, vampira a fragilidade das vítimas. Tem sorte na arte de burlar, porque se esconde atrás de meliantes maiores.
No crime, como em democracia, resta á vítima libertar-se e escapar do infortúnio de encontrar falsos benfeitores ou revelados intrujões… confiando na desgraça e punição de todos os canalhas.
 (qualquer semelhança com a realidade poderá ser mera coincidência, infelizmente também poderá não ser! é bom ler literatura policial e perceber os meandros da democracia, "não somos contra nem a favor de ninguém, somos contra todos a favor da Covilhã)