sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Prosperidade

A CMC continua na sua vocação missionária, a convencer os paroquianos de que a Covilhã vive o seu grande momento de prosperidade. Contudo, os números são como o algodão, não enganam, e estão aí para desmentir a falácia.
Se lermos com atenção os dados publicados pelo INE, compreendidos entre 2003 e 2006, damos conta que a Covilhã perdeu em três anos, 717 nativos; a maior perda populacional das cidades do interior. Mas o pior é que a queda dos indígenas continuou a acentuar-se em 2oo7, com a agravante da cidade ter envelhecido. Ou seja, a taxa de natalidade teve uma queda significativa, ao ponto de, em 30 anos a Covilhã ter ficado com cerca de metade das crianças que tinha no início dos anos oitenta.
Também os dados disponíveis nas estatísticas do emprego não apresentam grandes alterações; a cidade neve tem, desde há uma década, o maior número de desempregados da região.
O apagamento lento da Covilhã no panorama regional é, e vai continuar a ser inexorável
Um dia destes, quando tiver lugar a festança eleitoral, os sinos da indignação vão com certeza tocar a rebate, e algumas criaturas inteligentes erguer-se-ão timidamente em defesa de nada. O último a sair que apague luz.

2 comentários:

G* disse...

Quanto mais velhos votam, mais o PSD ganha. É chá e biscoito daqui, um bilhete de autocarro dali, uma caridadizinha acolá, mais ode menos ode, no Notícias da Covilhã ou no Jornal do Fundão, isto dá no mesmo. Está tudo programado!

carpinteira disse...

caro agremiado,
Leio nas suas palavras algum desalento.