sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Secret story o auto da barca…




Tive dificuldade em definir opinião sobre o programa.

È verdade que a primeira foi achar asqueroso.

Depois de ter tido oportunidade de acompanhar o momento alto do dia ( durante a noite), tenho para mim, que o programa reflecte uma faceta tuga, infelizmente na qual nem toda a sociedade se revê.

È manifesta a evolução.

Agora chamam acompanhante de luxo, àquilo que outrora chamavam de puta.

Os cobardes, vira casacas e intriguistas demonstram que com jeitinho se safam.

A alcoviteira de Gil Vicente é agora defensora dos direitos e dignidade das mulheres.

Ao racismo chamam violência doméstica.

Percebe-se que se pode apanhar na tromba desde que paguem é claro!

Os pastores finalmente são heróis urbanos.

Aquilo a que chamavam professor primário, são agora formadores das novas oportunidades.

Enfim, é de elogiar a inteligência enpreendorismo e profissionalismo da produção, que ao misturar álcool, erotismo, ciúme e sentimentos, contribui na demonstração de como acalmar a raiva e o ódio na comunidade dirigente do País.

Conclusão, prasolan com fartura e os parvos entrarão na barca da glória!!

2 comentários:

tecelao disse...

Dou de barato que o género tenha por fim, consumir as imagens e potencializá-las em produtos de venda. Sendo certo que para além de tudo, esta treta propicia debates e análises que ajudam a desvendar, ou não, o que está por detrás deste tipo de produção televisiva. Mas jà que ousaste trazer a Barca do Inferno de Mestre Gil, como elemento alegorico da coisa, digo-te que para mim, interessa-me principalmente essa figura incontornável da farsa vicentina: o Parvo, que por acaso não referes no post, mas que assume nesta comédia da vida virtual, o olhar atento e alienado do espectador tuga, pois é este que alimenta uma série de conceitos ou de imagens formadas socialmente através do voyerismo banal e compulsivo do secret story. No fundo, trata-se, digo eu, do esvaziamento de sua própria identidade como espectador, a sensação de estar a vigiar pelo olhar cusco, a vivencia de clausura de uma dúzia de cromos irrelevantes,que só o pode conduzir, a ele, espectador a um estado crítico de psicose... eheheheehh

Covilhã, consciente disse...

Caro Tecelão
Presumo que te tenha faltado a paciência para chegares ao final do texto.
E quando esbarraste no prasolan, claro dormiste.
Mas de facto a intenção era referir o prasolan como remédio para entrar na barca da glória, na pretensão de se armarem em parvos.
Um abraço