segunda-feira, 3 de outubro de 2011

o circo continua...


No seguimento do post anterior do carpinteira, e para quem, ingenuamente, quer desculpabilizar a AAUBI do atrevimento praxista; só um cego não vê na rua os miúdos em choro desvalido e a serem transformados em membros de um grupo de quadrúpedes, que rastejam frequentemente, olham o solo amiúde, põem-lhe os pés em cima das costas, berram-lhes ao ouvido como se fossem gado. Outros, porém, são coagidos a praticas ostensivas de simulacro sexual. Qualquer cidadão que passe na rua a partir das 22 horas pode assistir ao espectáculo degradante da praxe covilhanense onde reina a estupidez e a boçalidade promovida por gajos que vivem à conta do erário publico e que se prolongam no sistema ad eternum.
Por certo, isto deve ter algo de antropológico e até deve ser uma coisa muito boa que eu ainda não consegui detetar. Estou convencido, que grande parte destes gajos que promovem a praxe, como a próprio AAUBI, estão desprovidos de valores, valores esses que deviam ser adquiridos no seio familiar e na escolinha, mas são-no cada vez menos e, principalmente, através da participação em movimentos associativos, sejam eles políticos, ambientalistas, humanistas, etc. Mas isto já sou eu, crente no pai natal.

De qualquer modo, e para não me afastar do essencial, outras preocupações podiam adquirir maior visibilidade nestes rituais de iniciação, como sejam, só para dar um exemplo: o abandono de muitos alunos do ensino superior por carências no apoio social. Mas não, a AAUBI e demais comparsas, estão mais preocupados com o lado lúdico da sua actividade, e digamos até, com o carreirismo/promoção de alguns dos seus membros, do que com os problemas reais dos estudantes. É isto, e não há volta a dar-lhe. De resto, e logo de seguida a praxe há-de assumir uma componente de extorsão, onde os caloiros são utilizados para negócios em bares da cidade.
Acabar com a praxe será no futuro a atitude mais sensata e um passo em frente, que a AAUBI vindoura deve dar, para que não fiquem resquícios destes primatas

10 comentários:

Anónimo disse...

Oh tecelão estás a ser muito benevolente ao chamares primatas a essas bestas,são animais quadrupedes uns autenticos porcos!

Oi? disse...

Bla bla bla bla bla. Essa conversa repetitiva que tem como propósito denegrir a praxe até enjoa!

Durante as praxes vivi momentos que jamais vou esquecer e fiz amigos para a vida!! O resto, para mim, são balelas de quem não viveu a juventude da forma intensa que ela deve ser vivida, e que agora dá sinais da frustração que em si ficou crivada para sempre!!

DAVA TUDO PARA VOLTAR A SER CALOIRO E VIVER O QUE VIVI!!

Anónimo disse...

"DAVA TUDO PARA VOLTAR A SER CALOIRO E VIVER O QUE VIVI!!"

Porque não experimenta? O que é que o impede de se juntar aos do "lado de lá"? OK, é "veterano", "grão-mestre", antigo aluno ou lá o que quer que seja, tudo bem. Isso que é, agora que já não é caloiro, dá-lhe com certeza "direito" (à luz dessa palermice a que pomposamente se dá o nome de código da praxe) a brincar aos caloiros. Por isso, da próxima vez que for praxar caloiros, coloque-se do lado deles (o lado menos repugnante, quanto a mim), e experimente de novo as "bricadeiras" de que tantas saudades tem. Ou outras: é que aos caloiros não é dada a possibilidade de as escolher, como sabe...

manufactura disse...

...avançar como medida da intensidade de viver a juventude a praxe é uma forma peculiar da cegueira da arrogância ou do atrevimento da ignorância... ambas catastróficas...prefiro os sinais da frustração aos escombros da catátrofe...

Anónimo disse...

Não vejo mais nenhum blog na Covilha preocupado com a praxe como este. Tudo que se escreve por aqui é pouco sustentado, musica para elites pseudo "esclarecidas"

Covilhã, consciente disse...

Temos aqui uns tipos que consideram forçar alguem a fazer o que não quer, pseudo intletualidade.
Será?
Verdadeiros fracassados que usam a praxe como ajuste de contas interiores com fracassos da mente e do espirito, e a forma de se vingar das sevicias a que são normamalmente obrigados. Hà até quem tenha prazer no sadomasoquismo, agora deixem a liberdade de escolher, o que está em causa não é a praxe, mesmo quando estupida em causa está a obrigação e pressão sobre os humanos.
Toda a praxe pode ser interessante desde que concentida e inteligente.
Para o Oi? vale a pena dizer-lhe que cada um come como quer onde quer etc ninguem como ele pretende se sente obrigado a seguir-lhe a estupidez obvia.

Oi? disse...

Eu é que sofro de estupidez óbvia, mas você, Covilhã Consciente, é que para além de inócuo no discurso escreve alarvidades como "CONCENTIDA".

Deve ser este mais um dos sinais do tal pseudo-intelectualismo bacoco que alguns já aqui referiram...

Anónimo disse...

Eu quando entrei para a UBI era um autêntico inocente, logo nas matriculas fui convencido por uns chulos da AAUBI, a largar uma caução, para ser membro de uma instituição fantasma para estudantes universitários, durante a minha estadia na Universidade nunca mais regularizei quotas, porque automaticamente percebi, que essas quotas serviam não para melhorar a minha vida na UBI, mas antes para subsidiar, churrascos e verdadeiros regabofes organizados para os gulosos da AAUBI, noites de sexo em casas de alterne da região, mais uma vez para os gananciosos da AAUBI, claro, também para pagar as viagens dos palhaços da tuna em "boxers" que vão a concertos a muitas cidades do país e estrangeiro, com tudo pago, à conta dos estudantes da UBI que lhes pagam as quotas. Eu, que considero ter dois dedos de testa, rapidamente percebi que não podia de forma alguma, contribuir com o meu dinheiro, para prazer e favorecimento de alguns. Quantos churrascos foram organizados nas instalações da AAUBI, só para os de dentro? Muitos, cada vez que queria ir à semana académica, lá estava a ser chulado, e alguns ricos e abastados, que se deslocavam em boas máquinas, mas conheciam os vigaristas da AAUBI, entravam sem pagar. É por isso que nunca estoirei muitas coroas na AAUBI, ou seus eventos, como diz o ditado popular: “nunca se deve engordar gulosos”. Com tanto dinheiro que recebiam para além dos sócios, patrocínios, apoio da UBI, eventos e actuações, serviços… como se explica que as contas apresentaram uma divida enorme? As vigarices de muitos que se financiavam à custa dos pategos. Outra coisa, fui alvo de praxe, e vi tanto desrespeito pelos caloiros, tanto exagero, mas que integração? Eu acho que é uma forma de eliminar e desmotivar a concorrência, pois mal acabou a fase da praxe, cada um orientou a sua, e os da AAUBI e Organizadores da Praxe, não me cederam sebentas e apontamentos que muitos deles tinham, bons livros técnicos para determinadas disciplinas, que só os que estavam dentro conheciam, onde está a Igualdade, Liberdade, Fraternidade da AAUBI, que nem os livros que poderiam ajudar tantos estudantes e que tinham em sua posse, divulgaram? Mas que solidariedade é essa? Por isso, aqueles de “boxers” que gerem o sistema da AAUBI, e muitos outros que procuram fazer a praxe, que se preocupem com as pessoas no concreto, perceber a sua situação económica, construir uma formação melhor, lutar pelas necessidades dos estudantes e sua formação, e não ostentarem e agitarem a bandeira da Tuna, para desflorar as novas caloiras da UBI, uma cambada de meninos que como foi dito atrás vivem a conta do erário público e arrastam-se durante uma década no ensino superior, porque a torneira continua a correr e eles mamam. Têm altas bolsas, através de falsificarem os seus verdadeiros dados, e ainda desviam dinheiro das contas da AAUBI, para a sua vida pessoal. Por mim que acabasse a AAUBI, e as pessoas investissem dinheiro em si próprias, quando não há quem as defenda e zele pelos seus interesses, nunca mais contribuam para os da TUNA EM BOXERS, para os seus regabofes, bebedeiras, viagens nacionais e internacionais, casas de alterne, e excedentes para eles próprios. Denunciem o IMPERADOR que há vários anos custa dinheiro aos portugueses. Exijam os apontamentos que poderiam melhorar o vosso desempenho na UBI, e que estão “escondidos” pelos mafiosos da AAUBI. Contestem o preço astronómico que pagam nas “semanas académicas”, enquanto os endinheirados entram de borla. Acabem com a praxe ridícula, que serve para criar desmotivação nas pessoas, e levá-las a abandonar a universidade, em suma não contribuam para parasitas e mamões, fechem-lhes a torneira! Acabem com a praxe, e lutem contra quem vos complica a vida!

tecelao disse...

Ó Oi e anónimos congéneres,
Aquilo que menos me importa neste assunto das praxes é discutir o vosso apreço pela coisa, muito menos a vosso gosto pela submissão ou até pela sodomia, dar e acatar ordens, grunhir e poder manter esta tradição idiota. Aliás, a praxe é um tema que nunca vai gerar consenso. Ora, como já tenho defendido em outras ocasiões e continuarei a fazê-lo sempre, a mim, Importa-me denunciá-la como pratica de refinada tortura psicológica, onde um rebanho de putos está desprovidos de voz activa durante um periodo importante da sua vida académica, tornando-se numa classe servil e abusada. Basta ir ás ruas perto do Oriental, jardim publico, e Goldra para se sentir indignação perante os abusos. Não me interessam, pois, casos particulares, como o teu e outros, onde predominem as boas as más praxes na recepção aos caloiros. Em todas estas práticas, onde tu vislumbras a “o melhor tempo da tua vida” eu apenas revejo todos os anos, um procedimento medieval fundado numa estrutura hiper-hierarquizada, em que uma turba de chamados veteranos, se acha no direito de infligir regras absurdas com base em maus tratos á caloirada. É só isto que tu teimas em não perceber porque és burro.

Anónimo disse...

ó oi!, até eu dava tudo para voltar a ser caloira e ter a coragem que tenho hoje p'ra dar um bom pontapé nas partes d'alguns machos veteranos que se borram com um sopro! E pouco me importavam as represálias; não vestir o traje? Nunca o comprei por ódio áquilo que me recordava.Não participar na latada? Caguei!Não fui mesmo! Estava doente, fisica e psicologicamente, com tanta
aberração. Integrada? Só quase no ano seguinte quando me forcei a esquecer as humilhações e conheci gente boa com quem ainda falo, passados uns bos anos. Solidariedade? Nunca!, quando precisei dessa gente que tanto vibra e ejacula quando vê uma miúda tímida e medrosa rastejar. Não perdoo nem esqueço aqueles rostos vermelhos e suados, verdadeiramente repugnantes. Hoje "amigo" eu te diria como é! Havias de suar as estopinhas no deserto! E olha que vivi bem a minha parte sem ter que brincar aos doutores e caloiros.Adeus! Acho que sois mesmo o elo mais fraco!