quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Intercidades Lisboa - Covilhã (qual serviço publico?)

Já não é novidade para ninguém que a CP tem andado entretida com afinco a destruir o serviço Regional da beira baixa, até ao ponto em que agora chegamos: uma ligação Lisboa Covilhã e vice versa, à beira do extermínio.
Depois de gastos milhões com a electrificação desta linha, o mínimo que se exigia era uma ligação Intercidades Lisboa-Covilhã objecto de modificações de horários, quase todos irracionais e contraproducentes. Atulhado de Lisboa até à perfida capital de distrito, o Intercidades, a partir daí, circula praticameinte vazio até ao condomínio covilhaneinse. Por que será? No entanto, a CeiPei vai continuar a cumprir a sua função essencial de serviço publico: transportar passageiros em automotoras do jurássico com eficiência e rapidez qb, e horários decididos pela administração da CeiPei e respectivos maquinistas, que apesar de concordantes com os seus salários actuais, ainda se consideram mal pagos. Adicione-se no fim da linha, um raminho de autarcas, amorfo, fértil em pedinchices constantes e demagogia pseudo assistencialista para satisfazer interesses locais, (o paroquialismo no seu esplendor como de costiume).
Quem ganha, então com o desmando da Cei Pei? A Rede Expressos, pois claro, cujos autocarros até já têm Internet gratuita por Wi-Fi. Mais barata, mais confortável e sobretudo mais rápida. Pois é. Assim é facil abolir o serviço publico.

4 comentários:

Anónimo disse...

O problema desta linha nada tem a ver com horários. Está previsto no plano de contenção de custos da CP, a linha férrea entre Covilhã e Lisboa não é rentável e acabará por andar aos trambolhões até fechar como acontece com outras linhas no país.
São 800 quilometros.

Um conselho, falem sobre o que sabem não opinem sem conhecimento de causa-Os horários são uma falsa questão.

Zé Tó disse...

O problema da Linha da Beira Baixa (LBB) não avdém dos afrouxamentos existentes entre Mouriscas e Rodão, (onde o comboio circula a 30km/h e que obrigam a atrasos sucessivos) nem dos horários pouco atractivos. O problema da LBB é estrutural. A electrificação realizada só por si não resolveu quase nada. Quando comparados, os tempos de percurso são quase idênticos, se descontarmos o tempo gasto na troca de locomotiva. Então o que correu mal na LBB? Foi isso mesmo, a falta de investimento na infraestrutura, que além da catenária e do carril 54, pouco mais mudou. As velocidades praticadas continuam muito idênticas às dos anos 90 do século passado. Estará o serviço de passageiros condenado? Talvez não, visto que a introdução de portagens na A23 vai trazer muitos clientes para o transporte público. Vamos ver se a CP vai aproveitar a oportunidade.

Anónimo disse...

Sejamos anexados por Castelo Branco e governados pelo Morão!

Não vejo outra solução...

Anónimo disse...

Se não tivesse já 58 anos,pirava-me desta merda de país,isto mete tudo nojo,é a CP são os politicos,nacionais e autarquicos,são os banqueiros gatunos é tudo!Estou farto desta choldra!