quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Em Verdelhos também há crianças


A estória conta-se em breves linhas:
Alegadamente, duas crianças de Verdelhos estão referenciadas por negligência e promiscuidade por parte da família. A mãe das crianças tinha autorizado a institucionalização dos menores, mas deu o dito por não dito, quando as assistentes sociais se preparavam para levar os seus filhos/as. Entretanto, o sino repica a rebate na aldeia, e a populaça faz moche à escola para impedir que as crias fossem retiradas à progenitora; uma imagem de marca do tuga atrasado e rural. Como se todos os problemas fossem solucionados segundo os pontos de vista de uma massa tribal e ignara.
Pobres crianças.
Não me cabe esmiuçar aqui, os conceitos de negligência e promiscuidade sob pena de me deitar adivinhar comportamentos parentais, marcadamente anti normativos como o trabalho infantil, o abuso sexual ou o abandono. Tampouco, descrever o conceito de negligência como um contínuo de práticas educativas desviantes num meio concreto, rural e analfabeto como o de Verdelhos. Quero acreditar, no entanto, que a notificação deste caso pelas assistentes sociais, obedeceu a um conjunto de factores significativos, que tiveram em conta a assistência e prevenção de maus-tratos contra estas crianças. É só isso.

1 comentário:

tecelao disse...

carpinteira,
eliminei os tres comentários deste post porque os considerei completameinte irrelevantes. Foram directameinte pró esgoto, com a tua leceinça