
O
Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses relativo ao ano de
2007, foi arrasador no que toca ao endividamento dos condomínios do duo,
dr Frexes e
dr Pinto. Mas isso pouco importa. Como já é habitual, as contas do
Anuário foram com certeza mal interpretadas por quem as leu e só podem estar mal feitas. Sendo certo também que, qualquer leitura dos números pouco objectivada, é própria da politiquice e pouco adequada a exercícios intelectuais sérios.
Pela parte que nos cabe, cuidaremos de nos reservar na nossa ignorância matemática, deixando a análise numérica ao cuidado dos amanuenses camarários.
Bom, o ónus de rebater os números e as contrariedades da
Administração, estiveram sempre a cargo do espigado vereador
Barretes - alma-mater do espírito covilhanense - que agora caiu no erro de se levar a sério. Desta vez, encarregou o pomposo
serviço de comunicação da CMC, de elaborar um aturado exercício contabilístico, que é de levar qualquer condómino às lágrimas.
Ora, nesta arquitectura do
deve e
haver camarário, há dimensões que nos são invisíveis e inacessíveis. Prometemos no futuro, tirar um curso nesta área, para reduzirmos a ignorância na interpretação de tão estranha oratória financeira.
Mas para que não restem dúvidas para os condóminos, d’entre as bastas acrobacias numerárias, os escrivães da Administração, quais cultores da ciência contabilística, lavraram esta arenga conclusiva que nos deixa, sem dúvida, mais descansados:
“A divida total do município da Covilhã, num quadro de liquidação sem investimento significativo simultâneo ficaria liquidada em três anos”
Ou seja; com um pouco de sorte, boa vontade e esforço qb, a leitura deste documento, ainda pode levar um incauto a concluir que a CMC não deve nada a ninguém. A CMC teve sempre uma gestão positiva e exemplar, o que não acontece com a maior parte dos municípios portugueses.
Só ficamos preocupados pela derrocada de “inocência” que os espera, a eles, e ao condomínio.
O pior é que mesmo que nos apeteça, não dá para rir.