Um passeio, ainda que fugaz, por alguns sites dos pasquins regionais, revela-nos como estes
ersatz da informação online, mandaram às urtigas o jornalismo de investigação e de reflexão, como lhe queiram chamar. Entretem-se com a notícia anódina, acrítica, promotora de discurso fácil e reprodutora,
ipsis verbis, do registo em papel que expelem semanalmente. Quando, interrogar, pensar a noticia e chamar as coisas pelos nomes, deveria ser o primeiro requisito de qualquer abordagem comunicacional. Digo eu.

O politicamente correcto (expressão cretina), disseminou-se pelos sites locais do condominio, desde o beato
nc ao jurássico
jf, passando pelo,
interior ,
kaminhos e
urbi; todos repetem os mesmos modelos para toda a semana com o agravo de funcionarem à laia da "
putain respectueuse" de Sartre. Quem passar os olhos por estes sítios, facilmente constata uma imposição de relativismo moral e uma censura que parecem conferir a si próprios, afim de manterem essa fidelidade quase canina aos poder(es) locais. Trovas do regime que a tipografia indígena tece e espalha pelo condomínio. Mas enquanto intérpretes dos interesses dos leitores, não passam d’um completo falhanço de mediação do espaço público e discussão
online.
De pouco serve, pois, tornar os sítios graficamente atractivos e com caixas de comentários supostamente plurais, (mas vazias) quando o intento passa apenas por reproduzir declarações. entre aspas, ou repercutir frases ocas dos
apparatchiks da Administração. São, por isso, irrelevantes, estes sítios, e pouco contribuem para retirar da axfixia cívica os respectivos condóminos.